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O Jornalternativo on line surgiu do jornal impresso Jornalternativo, com o primeiro exemplar publicado no ano de 1999. Na contramão da maioria dos jornais, nós publicamos notícias boas, somos parciais e buscamos o bom, o belo e o justo, enfim a verdade. Abaixo o editorial do Jornalternativo nº 1, com detalhes de como tudo começou.
Editorial do Jornalternativo nº 1 (e também da edição 63)

Alegria e Triunfo.
(Não é hora da saudade nem falta de assunto. É que estou relendo as primeiras edições do Jornalternativo para colocar no site e gostei tanto do editorial da primeira edição que decidi dividir com vocês, fazendo ligeiras atualizações – que estão em itálico, essa letra preguiçosa, meio deitadinha. A idéia é apenas passar para vocês uma história real do que defendemos sempre aqui: se você quiser controlar tudo em sua vida e dar ordens ao Universo vai ‘quebrar’ a cara. E se você deixar rolar, relaxar e aproveitar, o Universo vai orientar você sempre para o melhor. Mesmo que em alguns momentos você não compreenda e até não aceite isso. Boa leitura.)

Fui jornalista durante muitos anos, uns 15 talvez (refazendo as contas, hoje dá mais de 30 anos), depois cansei, desiludi, abandonei. Há uns 6 anos (agora uns 16 anos), vivo mergulhado completamente no esoterismo, espiritualismo e terapias energéticas (agora também em práticas corporais, como Yoga, Chi Kung, Ginástica Funcional, Educação Psicofísica, Feldenkrais, Self-Healing e outras).

Fiz uma espécie de jornalismo na Rádio Mundial e na TV Rede Mulher, durante alguns anos, entrevistando escritores e terapeutas, sempre nessa mesma área e não me passava pela cabeça voltar a escrever em jornais (quem assistiu a algum de meus cursos provavelmente me ouviu aconselhar os alunos a não ler jornais, revistas ou ver noticiários de TV, como medida a favor do bem-estar mental e emocional. Como essa tal de ‘mídia’ piorou muito, agora com o apoio descarado e incompetente de grande parte da publicidade, seguir esse ‘conselho’ hoje é fundamental).

De repente, estou aqui fazendo um jornal, sozinho e muito satisfeito (quase 10 anos depois a satisfação aumentou muito). Mas também só estou falando dos assuntos que mais gosto hoje. Isso é uma beleza. Isso é Alegria e Triunfo.

Esse é o título do primeiro livro que li sobre esses assuntos. Eu tinha uma livraria mas nada havia lido sobre essas coisas. Fiz parceria com o Gaspareto, que indicava livros em seu programa na Rádio Mundial e dava o endereço da minha livraria. As pessoas começaram a ligar, querendo saber mais detalhes sobre Alegria e Triunfo, primeiro livro que o Gaspareto indicou. Sai correndo atrás desse livro, li e gostei demais. Só que o Gaspareto indicava 3 livros por semana! Continuei correndo, lendo e adorando. E a partir daí não li mais nada sobre outros assuntos, praticamente (Neurologia e Psicologia entraram na leitura, mas sempre na base da busca pela saúde física, mental e espiritual).

Meses atrás, para complementar o orçamento que estava bem curto, voltei a escrever para uma revista normal, depois de uma parada de mais de 15 anos. E gostei, gostei muito. Para completar, recebi proposta para voltar para valer ao jornalismo comum, com carteira assinada e tudo, e um ótimo salário. Pensei muito, foi difícil decidir mas acabei aceitando. Isso tem 6 meses e a coisa até aqui não se concretizou. Conclusão? A situação financeira ficou terrível.

Aí um amigo, o José Fernando chegou para mim e disse: Roberto, pára com essa história de voltar para o jornalismo comum e ir para Brasília. Você não vai ser feliz. Faço o seguinte: pago as tuas despesas de um mês inteiro e você vê como se recupera (um outro amigo dizia sempre que eu tinha muito mais sorte do que juízo. Acho que a sorte é apenas ter tido sempre grandes amigos). Peguei o dinheiro do Zé e decidi fazer um jornal para divulgar um curso de Cura Prânica, e conseguir muitos alunos, para me recuperar financeiramente.

Estou adorando fazer este jornal, entrevistando só gente que eu gosto e que faz um excelente trabalho (e eles ainda contribuíram para as despesas de distribuição do jornal). Alegria e Triunfo é o que estou sentindo neste momento. Parei de tentar dar ordens ao Universo e apenas tento seguir as ordens dele. Não quero mais ter razão, quero apenas ser feliz. E de todas as minhas velhas certezas restou apenas uma: “A única certeza que existe em nossa vida é a incerteza que a permeia, o tempo todo e completamente.”

Não tenho a menor idéia se haverá uma segunda edição deste jornal. Mas quero dividir com vocês a alegria que estou sentindo fazendo esta primeira edição. Um abraço.

PS. Este é um jornal parcial. E otimista. Só falo bem das pessoas, porque gosto delas, respeito seu trabalho, que já testei pessoalmente. Assim, pode confiar em todas as indicações porque assino embaixo.

Roberto Inácio.

Esse foi o editorial da primeira edição do Jornalternativo, com os pequenas acréscimos que estão nessa letra deitadinha.

 

 

 

A maior lição que recebi na vida

Quem foi o professor? Otávio, analfabeto de pai e mãe. Ou: Porque tenho muito orgulho de ser brasileiro!

Tinha eu uns 22 anos, quando montei com um amigo uma fábrica de blocos de cimento. Meu pai foi quem bancou o negócio (que era bem pequeno) e depois meu cunhado gostou da idéia e montou outra fábrica, em sociedade também com meu pai.

A primeira fábrica, que era na Praia Grande, não deu muito certo, e tivemos que fechá-la. A do meu cunhado era em São Vicente e fui para lá administrá-la. Também não deu certo e tive que fechá-la. Só que tínhamos um estoque grande de blocos, então falei com um dos funcionários, o Otávio, se ele podia ficar lá para atender eventuais compradores.

Ele topou e pediu um favor: se podia morar, ele e a família, na casinha que havia no terreno da fábrica, e aí eu não precisava pagar nada para ele. Achei interessante, ele mudou para lá e semanalmente eu passava na ex-fábrica para saber se tinha havido alguma venda. Sempre se vendia alguma coisa, o Otávio me dava o dinheiro e então eu pagava 10% para ele, e disse que assim seria com todas as vendas que ele fizesse.

Duas ou três semanas depois, chego lá aí pelas 10 horas da manhã, não vejo ninguém, nem o Otávio, nem a mulher, nem os dois filhos, e a casa estava em total silêncio. Estranhei e chamei: Otávio, você está por aí? E logo ele respondeu: Já vou aí seu Roberto…

Pouco depois ele sai da casa, com a maior cara de sono, e me diz que toda a família estava dormindo. E eu digo: O que é isso, Otávio, vocês fizeram uma farra ontem? Não, seu Roberto, nós acordamos cedo mas não tínhamos nenhuma comida em casa, nem dinheiro, só um pouco de açúcar. Aí coloquei o açúcar num pouco d´água e dei para as crianças beberem e falei para elas dormirem de novo. E eu e minha mulher também dormimos de novo para não sentir fome.

Gente, disfarcei e fui para o banheiro para poder chorar sem incomodar o Otávio. Voltei e logo ele me disse: Ah, seu Roberto, ontem eu vendi mil blocos, vou pegar o dinheiro para o senhor. Voltou com o dinheiro, que devia ser uns 3 mil reais de hoje, me entregou e eu perplexo disse: Mas Otávio você sabe que eu disse que 10% eram teus em qualquer venda, por que você não pegou o dinheiro e foi comprar comida? E ele respondeu tranquilamente: Seu Roberto, esse dinheiro só é meu depois que o senhor me entrega… Aí não teve jeito, comecei a chorar, e muito, na frente do homem.

E a partir desse dia eu, que já gostava muito de ser brasileiro, passei a ter enorme orgulho de ter nascido no Brasil. E isso continua até hoje, embora atualmente não sei se ainda existem muitos Otávios aí pelo Brasil – mas acredito que ainda existam, sim, embora esse tal de desenvolvimento econômico que temos tido (e que é meio fajuto na minha opinião), só leva muitas pessoas a se tornarem mais ou menos picaretinhas, querendo tirar pequenas, ou médias, e até grandes vantagens à custa do prejuízo das outras pessoas.

Mas continuo orgulhoso de ser brasileiro, apesar de todas as bobagens que vejo, bem por alto, na tal da mídia. E não quero ter passaporte de nenhum outro país, porque se nasci aqui é porque meu lugar é aqui, e posso viajar à vontade com meu passaporte brasileiro (e aqui entre nós, logo, logo habitantes de outros países, principalmente europeus, vão arrumar um jeito de ter passaporte brasileiro, ah, ah, ah…)

Tinha acabado de escrever esse texto aí em cima quando fiz o curso de Essências de Oz, com Osvaldo Coimbra Júnior, Consultor de Saúde Integral (gente, o curso é maravilhoso, não percam os próximos), e de repente o moço diz que agradece a Deus todos os dias por ter nascido no Brasil! Eu não tinha ainda esse hábito mas vou começar a tê-lo imediatamente.

E o Osvaldo deu outro conselho maravilhoso para os alunos do curso: Não ligue para as más notícias, não veja filmes de horror e horrorosos e afaste-se das pessoas que têm uma energia muito negativa. Curta o que você, e as outras pessoas, e a vida em geral, têm de bom e de positivo.

Aí lembrei do recente problema da gasolina em São Paulo e da picaretagem de alguns donos de postos (em muitos casos, acho que os gerentes), da qual todo mundo falou muito, inclusive eu. Até que me toquei de uma coisa que ninguém comentou: quantos postos de gasolina existem em São Paulo? Milhares, eu acho. E apenas duzentos e poucos foram denunciados ao Procon por aumentar os preços abusivamente. Ou seja, quase com certeza, a maioria dos donos dos postos (e seus gerentes) agiu normalmente, com ética e solidariedade. Mas só é notícia na mídia, e mesmo nós só falamos, de falhas, picaretagens, erros, violências e más notícias. Por que será?

Vamos seguir o conselho do Osvaldo e viver e destacar as pessoas e as coisas boas da vida. O resto, deixa pra lá, porque não vamos mudá-las.

Obrigado, Osvaldo, obrigado, Otávio, por me ajudarem a gostar cada vez mais do Brasil. Apesar do besteirol que falam por aí.

 

 

 

 Autobiografia Precoce (de um jovem de quase 70 anos)!

No meio deste ano completo 70 anos de idade, então para festejar vou aumentar a tiragem do Jornalternativo (talvez aumentar também o número de páginas do jornal) e contar diversas passagens de minha vida para vocês. Por quê?

Aí vão algumas razões: cansado de ouvir minha mãe (92 anos) só contar coisas negativas da vida dela, perguntei uma vez a ela: ‘Mãe, na sua vida só aconteceram coisas ruins?’ E ela respondeu: ‘De jeito nenhum. Aconteceram muitas coisas boas, e em quantidade muito maior do que as coisas ruins.’ ‘Ah, legal, continuei. Então me conte algumas dessas coisas boas.’ Ela ficou calada alguns minutos e depois disse: ‘Engraçado, eu só lembro das coisas ruins.’

Então, começo este exercício de contar as coisas boas, curiosas, interessantes e engraçadas que aconteceram na minha vida, e continuam acontecendo.

Outro motivo? Aí vai: Vi num jornal (eu só vejo, e bem por cima, a primeira página, porque não gosto de ler só más notícias e violências), o Rubem Alves se despedindo dos leitores de sua coluna no jornal, dizendo que aos 77 anos não tinha mais nada a escrever. Eu vou continuar porque acho que todo mundo tem o que dizer até mesmo nos últimos momentos de sua vida.

E como sempre preferi seguir os exemplos positivos, sigo o exemplo de José Ângelo Gaiarsa, com quem tive bastante contato nos seus últimos anos de vida. Conversei horas com o Gaiarsa, quando ele já tinha 87, 88 anos, e as conversas eram sempre ótimas, porque o homem tinha uma lucidez incrível. E estudava e escrevia todos os dias, e fazia palestras e dava cursos, com essa idade toda (e dançava todos os dias, sozinho e ouvindo músicas clássicas, para manter a saúde).

Então, aí vão algumas das minhas lembranças, começando falando do Pelé. Um amigo que faz muitas palestras em faculdades, contou que sempre que acha que os alunos são muito presunçosos e cheios de si, ele logo diz: Eu vi o Garrincha jogar futebol, e vocês, o que vocês viram de extraordinário em vossas vidas até hoje? O pessoal, completa ele, dá risada e baixa a bola da presunção.

Usando o exemplo, eu digo que vi o Pelé jogar muitas vezes (e vi até mesmo o primeiro jogo dele no juvenil do Santos), vi todos os filmes do Felini, li todos os livros do Machado de Assis e do Eça de Queiroz e muito mais…

Aqui abro um parêntesis: eu adorava cinema e livrarias, hoje quase não acho um filme novo bom para ver (além de achar uma idiotice os cinemas ditos modernos, que não têm qualquer respeito pelos seus clientes, e só pensam em ganhar mais e mais dinheiro, e gastar menos e menos… Estou falando de Cinemark, Imax e outras drogas iguais…) e me sinto mal quando entro naquelas livrarias com milhões de livros e quase nada que se aproveite…

Ganhei meu primeiro livro quando tinha 9 anos, e não havia nenhum livro em minha casa (talvez por isso eu lembro o nome do livro: Pedrinho fugiu com o circo…) Aos 14 anos, entrei pela primeira vez numa livraria, e aos 15 anos já abri uma conta corrente nessa livraria. E o dono da livraria me indicava vários livros, e ainda me dava uma colher de chá: Se você não gostar de algum, pode trazer de volta (e nunca levei nenhum de volta)… Será que existe algo parecido hoje?

Mas vamos à primeira partida do Pelé no Santos: um tio meu, João (Alemão, no futebol), jogava no juvenil do Santos e de vez em quando eu ia ver os jogos dele. Um dia ele me disse: Chegou um crioulinho no Santos, e ele aparece na Tribuna (jornal de Santos, onde iniciei, bem mais tarde, minha carreira jornalística) uma porção de vezes, como se fosse um grande craque e até agora nos treinos ele não mostrou grande coisa. Então agora no domingo ele vai estrear no time e nós vamos ferrá-lo… Só vamos passar bolas tortas para ele, e eu então vou bater todos os tiros de meta bem tortos para ele…

Fui ver o jogo e dito e feito: só ferraram o Pelé e ele não conseguiu dominar nenhuma bola no primeiro tempo inteiro. No começo do segundo, meu tio chutou uma bola para ele, bem torta mas ele conseguiu dominá-la, saiu driblando todo mundo e fez um lindo gol. E eu, como bom santista, comecei a dar risada… E a partir daí, os outros jogadores começaram a passar a bola direitinho para o Pelé, e o danado fez 4 gols (acho que o Santos ganhou por 8 a 2).

Isso foi em 1.956, acho,  depois vi muitos jogos do Pelé no time principal, e ele passava sempre na venda do meu pai, onde esse meu tio trabalhava, para conversar com ele. Lembro ainda que em 1.958, quando o Brasil foi campeão mundial de futebol, o Pelé ganhou um carro, de um diretor da Mercedes Benz que se apaixonou pelo seu futebol.

E o Pelé foi lá na venda perguntar para o João, ou Alemão, como ele chamava meu tio, o que ele podia fazer para tirar o carro da Alfândega, porque ele não tinha dinheiro para pagar o imposto (morro de rir vendo esses jogadorzinhos de hoje ganhando um dinheiro inacreditável – a maioria sem merecer – e tendo empresários, assessores de imprensa e outros funcionários particulares…). Acho que depois ele conseguiu isenção do imposto.

Uns 10 anos depois, já jornalista, assisti profissionalmente um monte de jogos do Rei, esse sim um fenômeno, e não um outro que anda por aí. E entrevistei-o vários vezes (e também entrevistei vários diretores de cinema, não o Felini, mas outros também muito bons, e de quem eu era fã), e também vários escritores famosos, como Carlos Fuentes (que era embaixador do México em Paris, e fiquei umas 6 horas conversando com o homem na sua sala imensa de embaixador, à beira do Sena) e Mario Vargas Llosa (esse em Cannes, num festival de cinema, numa mesa na recepção do hotel.

O homem era bonito à beça e as mulheres que passavam por nós ficavam literalmente vidradas no bonitão – até minha mulher, na época, ficou vidrada e não abriu a boca para fazer nenhuma pergunta, embora também fosse jornalista).

Então, se tiver algum jovenzinho muito presunçoso, desses que de fato só lêem o Google, lendo este texto, eu pergunto: E você, o que você viu, ou leu, de maravilhoso? (ia dizer fantástico, mas aí podia parecer aquele programinha de TV) E continuo: mas não se preocupe que você chega lá, é só se esforçar um pouco e não levar a internet nem a sua faculdade muito a sério.

E vocês, que não são presunçosos e têm muitas histórias para contar, comecem já, principalmente quem tem mais de 60 anos. E comecem também a escrever essas histórias, de preferência a mão, com caneta ou lápis, que é um ótimo exercício para o cérebro e para a memória. Assim, quando vocês ficarem bem velhinhos, e eventualmente a memória falhar um pouquinho, vocês poderão ler essas histórias e contá-las para os mais jovens.

E vocês, jovens, prestem mais atenção aos idosos e aos velhinhos, porque eles continuam tendo muito o que contar para vocês. E a saúde dos velhinhos, como diz o médico Dean Ornish no livro Amor e Sobreviência, depende muito do apoio e carinho que eles recebem dos seus parentes e amigos.

E como nós somos, em boa parte, resultado do que foram e fizeram os nossos antepassados, vamos começar a cuidar bem dos que ainda estão vivos (não é fácil, gente, tenho boa experiência com a dona Angélica, a mãe, mas também não deve ter sido fácil para eles cuidar de nós quando éramos crianças, adolescentes, jovens e até adultos…)

PS  O título deste editorial já foi usado num livro por um escritor russo, mas não lembro o nome dele. Então, fica aqui o meio crédito…

 

 

 

 

 

We are 99%?

Sim, 99% de tolinhos comandados por 1% de espertalhões. E enganados diariamente por um monte de ‘espertalhinhos’!

Você deve ter visto cartazes de protestos contra a Wall Street, nos Estados Unidos, com a frase We are 99% (Somos 99%). Isso quer dizer, ao contrário do que a mídia brasileira gosta de alardear, que não é só no Brasil que uma quantidade mínima de espertalhões domina a economia e comanda um mundo de gente que trabalha de fato para eles.

Agora saiu uma pesquisa (‘científica’, como dizem os midiáticos), feita pelo Instituto Federal de Tecnologia, de Lausanne, Suíça, mostrando que 147 empresas controlam 40% de todas as empresas transacionais que existem no mundo!!! E a grande maioria dessas 147 empresas são bancos, claro!!!

Outra notícia terrível: a dívida dos Estados Unidos está hoje em 14,4 trilhões de dólares. E o PIB de todos os países do mundo é de 62 trilhões de dólares. Embora o PIB não seja lá uma grande medida, é a que os ‘especialistas’ (há,há,há) de todo o mundo usam em seus estudos e atividades. E aí vem o pior: nos bancos americanos existem 250 bilhões de dólares em papéis derivativos. E 94% desse total está concentrado em apenas 4 bancos americanos. É de arrepiar, não é?

Pois é, e todos os dias os jornais noticiam as medidas que os governos europeus e americanos estão tomando para salvar seus países da bancarrota. Só que a intenção primeira é sempre salvar os bancos, exatamente eles que criaram o problema com as suas picaretagens.

Será que governantes, empresários e banqueiros (e diretores de bancos) não conhecem a frase do Einstein: “É impossível resolver um problema utilizando as mesmas ferramentas que criaram o problema (?)”

Torço para que os movimentos populares que estão surgindo em muitos países (pobres e ricos, desta vez) sejam bem sucedidos. Como torci, e participei de várias passeatas aqui no Brasil contra a ditadura, e gritei (ou falei baixinho, quando estava trabalhando como jornalista): O povo unido jamais será vencido!

Vamos parar com essa história de povo, que até já está fora de moda, e pensar como 99% de seres humanos podem ser dominados por 1% de ‘seres’ humanos? E não adianta falar mal apenas dos políticos, porque por trás dos políticos corruptos tem sempre empresários e banqueiros corruptores.

O que podemos fazer? Eu não acredito mais em soluções gerais, políticas ou sociológicas. Só acredito em soluções individuais, que obrigatoriamente passarão pelo desenvolvimento ético e espiritual de cada ser humano.

Claro que os grandes ‘espertalhões’ são apenas um por cento do total da humanidade. Mas nos 99% temos muitos ‘espertalhinhos’ loucos para participar do grupo dos ‘espertalhões’. E esse talvez seja o problema maior.

(Aqui em São Paulo eu citaria alguns ‘espertalhinhos’ que nos causam problemas talvez até maiores que os espertalhões: os estacionamentos, que cobram preços absurdos e têm um péssimo serviço; a maioria dos restaurantes que têm hoje os preços mais caros de todo o mundo; os cinemas, que também têm preços dos mais altos do mundo e oferecem um serviço cada vez pior – além de os filmes estarem, de forma geral, uma porcaria, e por aí vai… aqui vocês completam.)

Então, o jeito é cada um procurar o seu caminho e todos nós orarmos muito, tipo “Senhor, Tende Piedade de Nós, os 99%…” E: “Paz na Terra aos homens de má (ou péssima) vontade”, porque sem Paz não chegaremos a lugar nenhum. Quer dizer, chegaremos ao fim do nosso planetinha Terra… E talvez não demore nem mais um século…

E que os homens de boa vontade continuem em Paz no mundo inteiro!!!



 
 
 
 
 
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